sexta-feira, 29/05/2026

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Projeto do Crescer e do Ministério da Cultura ensina educação financeira por meio do teatro

O projeto itinerante “Um troco no destino”, desenvolvido para sensibilizar e educar estudantes de escolas públicas sobre a importância da educação financeira, desembarcou em São Paulo (SP) no dia 11 de maio e fica na cidade até 9 de junho. O tema está sendo trabalhado por meio de uma peça teatral, apresentada 20 vezes, e de dez oficinas para que os alunos apliquem os conceitos aprendidos. A previsão é que as atividades do projeto na capital paulista impactem 4,7 mil alunos de escolas públicas e dos Centros Educacionais Unificados da Prefeitura de São Paulo.

A iniciativa é da organização social Crescer, que atua como um laboratório de criação e implementação de práticas educacionais transformadoras, em parceria com o Ministério da Cultura, e tem o patrocínio do Nubank por meio da Lei Rouanet. Antes de chegar a São Paulo, destino final da expedição, o projeto percorreu outras sete cidades. Em março, esteve em Porto Alegre, Canoas e Montenegro, no Rio Grande do Sul, e em Fortaleza (CE). Já no mês de abril, passou por Recife (PE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Ao todo, serão 88 apresentações e 80 oficinas, que atenderão 28 mil estudantes de escolas públicas de todo o país, além de workshops para 400 trabalhadores da cultura.

Direcionada a estudantes de 11 a 17 anos, a peça teatral “Um troco no destino” narra a aventura fantástica de uma jovem que se vê impedida de fazer a viagem dos seus sonhos por falta de organização financeira. É o momento no qual a personagem recebe um presente mágico, que a teletransporta de volta ao passado. A aventura teatral apresenta mistérios e situações cômicas que levarão as crianças e adolescentes a compreenderem que o planejamento correto é essencial em todas as fases da vida.

Todas as apresentações contam com intérpretes de Libras, para estudantes deficientes auditivos e surdos, e algumas sessões oferecem audiodescrição para alunas e alunos com deficiência visual (cegos ou com baixa visão). Voltadas para a mesma faixa etária, as oficinas têm o propósito de democratizar o acesso à educação financeira e promover a inclusão social. Nelas, os estudantes participantes terão a oportunidade de encenar esquetes teatrais, simulando situações do dia a dia envolvendo temas como orçamento, poupança e consumo consciente.

Os trabalhadores da cultura que atuam na capital paulista, com participação direta ou indireta no projeto, também serão contemplados por meio dos workshops. O objetivo é capacitar os agentes culturais para explorar o potencial do empreendedorismo no setor e auxiliá-los no gerenciamento de suas finanças pessoais. Como resultado dessa ação, além da educação financeira, espera-se fomentar o networking e estimular o desenvolvimento sustentável. De acordo com Luciana Allan, diretora do Crescer, o “Um Troco no Destino” atende a dois dos propósitos da entidade que, aliados, podem contribuir com a redução da pobreza e desigualdade.

“O projeto favorece a autonomia das crianças e adolescentes e gera conhecimento em um tema fundamental, possibilitando aos estudantes desenvolverem competências e habilidades para fortalecer sua atuação no mundo. Na outra ponta, por meio dos workshops, colabora para que jovens e adultos tenham suas habilidades desenvolvidas para reinserção e manutenção em condições de trabalho decente”, afirma.

Sobre o Crescer
Fundado no ano de 2000, o Crescer é um laboratório de criação e implementação de práticas educacionais transformadoras, voltadas ao desenvolvimento e fortalecimento de pessoas e comunidades, desenvolvidas a partir do diálogo e da conexão com pessoas e territórios. O Crescer estabelece parcerias duradouras que vão ao encontro dos valores e da missão da instituição e que a auxiliem a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODSs) da Agenda 2030 da ONU, bem como potencializar o ESG das corporações. Desde sua fundação, são 2,4 milhões os beneficiários de projetos implantados pela entidade, totalizando centenas de milhares de ações em mais de nove mil escolas distribuídas por quatro mil municípios nas 27 unidades da federação

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