segunda-feira, 20/07/2026

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Fafy Siqueira celebra 50 anos de carreira em comédia que desafia o etarismo e discute o TDAH

O riso é a ferramenta que aproxima gerações em Já Dizia Minha Vó!: uma comédia que une humor, reflexão e impacto social. Idealizado a partir de uma proposta inicial de Gilberto Tadeu — pai da atriz Rachel Gollassi —, o espetáculo nasceu inspirado pelas histórias diversas de sua avó paterna, Dona Nilza. A peça estreia dia 2 de agosto, domingo, no Teatro UOL, em São Paulo, marcando os 50 anos de carreira de Fafy Siqueira. Com texto de Tiago Luchi e direção de Isser Korik, reúne no palco Fafy e a idealizadora Rachel Gollassi. O espetáculo conta com Gil Teles na assistência de direção, preparação corporal de Tito Soffredini — com base nas técnicas de Klaus Viana —, concepção visual e figurinos de Marisa Rebollo, iluminação de César Pivetti e trilha de Wagner Bernardes.

A trama gira em torno da relação entre uma avó moderna (Dona Irene) e sua neta vulnerável (Gabriela). Enquanto a jovem busca forças para sair de um relacionamento tóxico, sua avó enfrenta o desafio de reingressar no mercado de trabalho e lidar com o preconceito contra a idade. De forma leve e acessível, o espetáculo aborda temas atuais e relevantes, como o combate ao etarismo e a importância de as mulheres fortes se apoiarem, promovendo a igualdade de gênero e o empoderamento feminino e despertando no público a consciência de que experiência, afeto e solidariedade são ferramentas poderosas de transformação.

Uma avó (Dona Irene) pouco convencional, extrovertida e cheia de vida está passando um período hospedada na casa de sua neta (Gabriela). Enquanto a jovem enfrenta Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ansiedade e o peso de um relacionamento tóxico, a avó lida com outro desafio: a dificuldade de voltar ao mercado de trabalho por conta do Etarismo Corporativo, que insiste em negar espaço e valor à sua experiência. Entre festas, aplicativos de relacionamento e a vontade de viver intensamente, Dona Irene e Gabriela, ao dividirem a mesma rotina, acabam se envolvendo em situações hilárias e emocionantes que as aproximam e revelam lições profundas sobre amor, autoestima, solidariedade feminina e a importância de permanecer fiel a si mesmo.

Depois de cinquenta anos de carreira, Fafy Siqueira pode escolher os projetos que aceita. O texto de Tiago Luchi a conquistou pela precisão das piadas. “O que me fez escolher esse texto foi a qualidade das piadas. Ver um texto de humor com piadas assim interessantes, elegantes e inteligentes, hoje em dia, é muito difícil. Isso para mim foi o fundamental.” Interpretar a elegante Irene trouxe também uma mudança bem-vinda. Depois de anos em papéis de TV que exigiam abrir mão da vaidade em nome do escracho, Fafy comemora viver uma mulher de 70 anos refinada, bem-vestida, quase uma “Meryl Streep da vida”.

Fafy também comenta o etarismo enfrentado por sua personagem. Seu nome consolidado a protege de ser preterida individualmente, mas ela aponta que a indústria ainda erra ao não dar protagonismo a atores mais velhos, relegando-os com frequência a papéis de avós coadjuvantes. Por isso, o papel principal de Dona Irene é raro. Entre o palco e a realidade, a atriz se diverte ao traçar a linha que a separa da personagem. “Eu não tive filhos porque não quis, mas tenho uma maternidade na minha alma muito grande. Outra coisa que tem de Fafy na Dona Irene é a alegria: a Dona Irene acredita na vida, a Fafy acredita na vida.”

Em 2026, Fafy Siqueira celebra 50 anos de carreira. Atriz, diretora, cantora e compositora premiada, acumulando distinções expressivas como o Prêmio Imprensa (1989), o troféu Sated como humorista de teatro (1995), o Prêmio Qualitá na televisão (1997) e o Globo de Ouro na música (1974). Com uma trajetória versátil nos palcos, estreou no teatro em 1984 com a peça Amor, de Oduvaldo Vianna, e estrelou espetáculos de grande repercussão, como o musical As Noviças Rebeldes, O Amigo Oculto (dirigida por Marília Pêra) e Os Monólogos da Vagina (sob a direção de Miguel Falabella). Suas criações cômicas tornaram-se uma marca registrada, a exemplo dos shows Fafy, Se Queira ou Não Queira e DoReMiFaFy, ambos dirigidos por Chico Anysio e apresentados em turnês nacionais. Por trás das cortinas, também atuou como diretora musical de montagens célebres como Blue Jeans.

Na televisão, conquistou imensa popularidade em novelas da Rede Globo, como Hipertensão — com a marcante personagem Fifi —, Zá Zá, Cobras & Lagartos e Sangue Bom. Destacou-se em humorísticos e programas de grande audiência, incluindo a Escolinha do Professor Raimundo, Zorra Total, A Praça é Nossa e o Popstar. Na teledramaturgia, recebeu aclamação da crítica ao interpretar Dercy Gonçalves nas minisséries Dalva e Herivelto e Dercy de Verdade. Atuou ainda como apresentadora no comando do programa de auditório Alô Alô, na TV Cultura. No cinema, integrou o elenco de sucessos populares como Romance da Empregada, Sonho de Verão, Xuxa e o Mistério de Feiurinha e o aclamado longa O Shaolin do Sertão. Paralelamente à atuação, possui uma sólida carreira musical: gravou quatro discos e consolidou-se como compositora de destaque no cenário nacional, assinando o sucesso Marquei um X para Xuxa, além de criar canções gravadas por artistas como Sandy e Junior, Joanna, Sandra de Sá e Toni Tornado

Serviço
Já Dizia Minha Vó!
Teatro UOL – Shopping Pátio Higienópolis. Av. Higienópolis, 618 – Consolação.
Estreia: 2 de agosto, domingo, 18h. Temporada: de 2 de agosto a 25 de outubro.
Sessões: sábados e domingos, às 18h. Ingressos: R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia-entrada). Ingressos Populares: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).
Links de vendas: https://teatrouol.com.br/espetaculos/ja-dizia-minha-vo/

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