nos fala fundamentalmente da condição humana e das escolhas que
vamos tendo de fazer ao longo da vida. Escrita originalmente em poesia, a obra, com
tradução e montagem em prosa pela Cia. Bachiana Brasileira, alerta-nos que na vida
precisamos conceder, porém sempre discernindo qual concessão é periférica e qual é vital,
já que se concedemos com o que nos é vital, perdemos nossa alma e morremos, ainda que
permaneçamos como mortos-vivos.
É o caso do Soldado desta estória, que vendeu a própria alma ao Diabo na forma de seu
violino e, ao descobrir a armadilha em que havia caído, passa a lutar de todas as formas para
reaver seu instrumento.
Além da Cia. Bachiana contar com alguns dos melhores músicos do Brasil em sua Camerata,
esta montagem é inédita em nosso país, não apenas por sua concepção arrojada e sua
apresentação completa e teatralizada com quatro atores, ao invés de apenas um narrador
fazendo o papel de três personagens: - seu maior diferencial reside no convite feito pela Cia.
Bachiana a Luiz Duarte, dramaturgo e diretor que é um dos mais premiados criadores
brasileiros, para assinar a adaptação dramatúrgica da obra. Atuando regularmente na
produção teatral, cinematográfica, musical e literária brasileira, Duarte já acumulou 25
montagens de grande expressão, com três Prêmios Mambembes de teatro, 391
documentários institucionais, além de um roteiro em parceria com Ruy Guerra e Gabriel
Garcia Marques. Recebeu também o Prêmio Jabuti de Literatura em 1989 e recentemente
seu filme “O Menino e o Poeta” foi indicado a prêmio no Los Angeles Brazilian Film Festival
(2010).
A História do Soldado tem a direção geral e regência do Maestro Ricardo Rocha, diretor
musical da Cia. Bachiana Brasileira.